sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Escândalo do transporte do Rio de Janeiro pode adiar mudanças no sistema municipal

Como foi noticiado há várias semanas, vários empresários e executivos do transporte carioca foram presos e/ou denunciados por envolvimento em corrupção. Até agora desconheço o desenvolvimento deste episódio, as o que eu sei é que até as coisas serem resolvida, o transporte carioca continuará como Eduardo Paes deixou.

A secretaria de transportes atual havia prometido fazer uma mudança no sistema de transporte municipal, revendo a licitação e ressuscitando linhas importantes que foram irresponsavelmente extintas. O PMDB tem a mania de decidir as coisas sem consulta popular e o que vimos na capital fluminense estamos vendo no governo federal após o golpe. O partido que surgiu em oposição a ARENA aprendeu muito bem o que é agir contra a vontade popular.

O que a gestão da prefeitura de Crivella pretende, além de reativar linhas, era também eliminar a pintura padronizada que imitava o sistema de Curitiba, inspirada nos veículos militares do tempo da ditadura. Curitiba, é bom lembrar, é a capital onde acontece a operação comandada pelo PSDB, chamada Lava Jato, e onde o sádico fascismo cresce a ritmos galopantes (algo que infelizmente também acontece no RJ), além de ser palco para uma nova forma de coronelismo político.

Por causa dos escândalos, o sistema municipal de ônibus do Rio de Janeiro poderá se renovar bem mais tarde do que previsto. A secretaria comandada pelo engenheiro Fernando McDowell - declaradamente avesso a padronização visual - anunciou as mudanças para abril passado. Mas estamos em agosto e novas aquisições que continuam chegando neste mês ainda ostentam a estampa da "Viação Eduardo Paes", que até hoje continuam rendendo muita polêmica.

Vamos aguardar o desenrolar dos fatos, sabendo apenas que McDowell está disposto a várias mudanças, retomando qualidades que não deveriam ter sido extintas. Afinal, 50 empresas impedidas de serem identificadas pela população é algo que sinceramente fere o interesse público. Então para que foi a licitação? O desfecho dos escândalos poderá mostrar a resposta.

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