segunda-feira, 10 de abril de 2017

"Novos" sistemas de ônibus visavam somente copa e olimpíada

Lembram quando foi anunciada a revolução dos sistemas de ônibus pelo país, inspirados no exemplo de Curitiba, que prometeriam modernizar radicalmente os sistemas de ônibus por todo o país? Nos últimos anos verificou-se que o modelo anunciado, que apenas foi implantado parcialmente, sendo aos poucos desmontado. 

Além de empresas se livrarem de carros em configuração avançada, várias obras e implantações se encontram inacabadas ou foram canceladas ou diminuídas. Várias empresas, como a 1001, a São Silvestre e a Pendotiba venderam carros de piso baixo (que chegou a ser anunciado para ser implantado para toda a frota intermunicipal), num sinal de evidente retrocesso. Mas porque assim de repente, todo o avanço prometido começa a ser desfeito?

Raciocinando bem, observando os prazos, percebe-se que toda aquela conversa de que os sistemas iriam ser bastante avançados tinha muito a ver com a copa e olimpíadas, como forma de enganar os turistas para que estes pensassem que os sistemas de ônibus no Brasil eram evoluídos. Com o fim dos eventos, as autoridades e empresários entenderam que não seria mais necessário estes avanços e tudo foi para o ralo, de volta aos desconfortáveis "caminhões" de motorização dianteira. Lembra muito a estória da Gata Borralheira e da carruagem que vira abóbora após o fim da festa.

É um baita retrocesso e uma revelação de que fomos todos enganados, entusiastas e usuários de transportes. cada dia que passa, os sistemas pioram e fica cada vez mais complicado utilizar os sistemas de transporte coletivo. Se não bastasse a utilização de cartões-pegadinha com prazos limitados e processos humilhantes de recarregamento para tentar baratear a sua utilização. Com isso tem-se a certeza de que as autoridades governam para quem tem carro e para felizardos donos de automóveis sempre há todo o respeito a utilização de transporte particular.

Já para quem não possui carro, o direito de ir e vir supostamente garantido de lei, passa a não ter mais valor. No país do golpe jurídico, nenhum tipo de delito praticado por autoridades se torna impossível de se praticar sem punição. O cidadão que se vire se quiser viver com uma precária dignidade.

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