quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Secretário de transportes da gestão Crivella pretende extinguir pintura padronizada

Símbolo da gestão de Eduardo Paes, acusado de ter deixado o Rio de Janeiro em situação de falência, a pintura de cinza fosco com variação de cinco cores que mal eram distinguidas dependendo da iluminação, está com os dias contados. E pelo jeito não teremos nova estampa de padronização como se era esperado: a pintura diversificada poderá voltar.

O secretário de transporte da gestão de Marcelo Crivella e vice-prefeito e engenheiro de transportes Fernando McDowell pretende reformular o transporte municipal do Rio devolvendo as qualidades que tinha antes da padronização, ao mesmo tempo que mantem as que estão em vigor, além de propor melhorias. Várias linhas serão ressuscitadas e o BRT, que será mantido, sofrerá alterações em seu projeto, que possui vários erros.

McDowell, que em várias oportunidades se manifestou contra a pintura padronizada, sendo a voz com maior visibilidade contra a medida, pretende devolver o sistema em que cada empresa é identificada com a sua própria pintura, padronizando apenas a colocação do nome da empresa e da numeração dos veículos. 

Padronização foi inspirada em Curitiba e visava copa e Olimpíadas

Não foi informado se a divisão de consórcios será mantida. Mas mesmo mantendo a divisão por consórcios, não é necessário enfatizá-la nas pinturas por ser uma informação que só interessa a própria equipe técnica da Secretaria de Transportes. O povo quer mesmo é conhecer as empresas que servem a sua cidade e ter a oportunidade de contato direto com elas para sugerir e cobrar melhorias sem ter que recorrer a intermediários (no caso, a Secretaria de Transportes).

O secretário disse que a pintura diversificada, que ele dá o nome de "ônibus coloridos" é marca da cidade do Rio de Janeiro e não deveria ter sido extinta. Concordamos e acrescentamos que isso estimulava o turismo, pois muita gente queria conhecer pessoalmente as empresas de ônibus da cidade, que apareceram em muitos filmes nacionais nos anos 70 e 80.

Na verdade, a pintura padronizada foi imposta por Eduardo Paes inspirada no sistema de Curitiba, com objetivos de agradar aos turistas da copa de futebol e jogos olímpicos. Daí a ênfase do nome da cidade na pintura em detrimento da identificação das empresas, presente, mas quase ilegível. 

Coincidentemente o sistema criado para ser "perfeito", entrou em colapso, pois várias empresas dependiam da identificação visual para divulgar as suas marcas. Várias empresas acabaram e surgiram sem o conhecimento dos cidadãos. Com o fim dos tais eventos, a piora do sistema de ônibus carioca atingiu níveis insuportáveis, já que não tinha mais turistas para ser enganados.

Pintura imposta por Eduardo Paes será extinta

Pelo jeito, essa uniformização dos ônibus, está com os dias contados. Ainda não temos confirmação sobre isso. A única certeza é que o cinza chocho de Eduardo Paes vai desaparecer. Na pior das hipóteses, o que pode ocorrer e uma mudança de padronização de pintura, como aconteceu recentemente com a cidade mineira de Juiz de Fora. Mas pela vontade de McDowell, não somente a pintura em si, mas a diversidade de pinturas estará de volta.

Vamos aguardar a partir de abril, quando será divulgado o novo sistema de ônibus do Rio de Janeiro, que promete retomar a alegria dos tempos áureos, sem o pragmatismo do cinza sem graça de Eduardo Paes. Até porque 50 empresas diferentes com uma mesma identidade é uma ofensa aos usuários que pagam impostos todos os anos e querem conhecer as vencedoras das licitações de seu município.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.