quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O fim da Padronização Carioca: Regiões Norte e Centro-Oeste

Continuamos com a nossa série sobre o provável fim da padronização visual dos ônibus do município do Rio de Janeiro, desta vez mostrando as regiões Norte e Centro-Oeste do país. Porque juntei estas regiões em uma só postagem? Porque sei pouco sobre o sistema dessas regiões e tenho pouco o que dizer sobre elas. E vou falar apenas sobre as capitais que adotam a padronização visual.

Acredito que em todos os casos nestas duas regiões, a influência da volta da diversidade visual dos ônibus cariocas não deve influir, por razões que eu desconheço. Os sistemas tem as suas características e várias dessas capitais já utilizam a padronização visual há muitas décadas, bem antes da adesão do Rio de Janeiro, em 2010. As chances de que a diversidade chegará nas capitais nortistas e centristas do país que utilizam a pintura padronizada nas frotas de ônibus é quase nula.

O que posso destacar aqui é que Brasília adotou uma nova pintura, que mudou novamente após a sua implantação, tirando a meia lua que decorava a pintura, tornando-a praticamente semelhante ao da maioria das cidades do país. Campo Grande e Cuiabá também atualizaram as suas estampas, sem qualquer destaque a dar sobre elas a não ser o fato de que tem alguma beleza.

Na Região Norte, apenas Boa Vista segue com diversidade visual. Manaus e Belém, continuam com a sua padronização implantada por muitos anos. Palmas também tem a sua padronização, após a reorganização das empresas, há poucos anos, pois antes o sistema era desorganizado, como em cidades rurais. 

Rio Branco teve a peculiar atitude de abandonar a pintura mais feia do país para adotar outra. O curioso que a nova pintura é atualmente, a pintura padronizada mais bonita do país entre as capitais, num raro caso em que o pior muda para se tornar depois o melhor. 

Porto Velho tem outro caso peculiar. Adotou o mesmo tipo existente em Macaé e em Salvador: o da Empresa-Consórcio, em que as empresas se fundem para criar outra que também funciona como consórcio, só que com único CNPJ e estrutura de uma só empresa. Ganhou o nome de SIM Porto Velho e a sua estampa destaca o nome da nova empresa. Por não esconder a identidade da empresa, o caso de Porto Velho até pode sr desconsiderado como uma padronização, como acontece nos sistemas de Empresa-Consórcio.

Era isso que tinha o que dizer, afirmando que a implantação da diversidade visual no Rio de Janeiro não irá influir no Norte e no Centro-Oeste, a não ser que aconteça algo muito surpreendente, que tem pouquíssimas chances de acontecer.

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