terça-feira, 24 de janeiro de 2017

BRT é retrocesso diante do transporte sobre trilhos

O sistema de transporte conhecido como BRT sempre foi vendido como a última palavra em matéria de transporte público. Ideia criada há mais de 40 anos, ela na verdade é um retrocesso, pois fatos comprovam que o transporte sobre trilhos é muito mais avançado do que o transporte sobre pneus. 

O BRT é de fato um meio de economizar dinheiro. É uma espécie de metrô capenga. E por ser capenga, não pode ser considerado um avanço. Claro que entusiastas se apaixonaram pelo BRT ao ponto de canonizá-lo. Sendo um tipo de ônibus maior e mais bonito (aliás, nem sei que tipo de avanço existe no fato de um ônibus ser maior e mais bonito), é normal que muito fiquem deslumbrados com este tipo de transporte.

Falam que o BRT é um transporte rápido, mas a velocidade dele, no máximo é a de um ônibus rodoviário, inferior a de um trem ou metrô. Observe: se em um ônibus comum eu levo cerca de 45 minutos em um trajeto, faço cerca de 30 min em um BRT e 10 min em um trem metropolitano (metrô). Se a qualidade do transporte, de fato, é ser rápido (há quem ache que qualidade do transporte é ter ar condicionado e wi-fi), certamente o transporte por trilhos ganha disparado.

BRT: um transporte que nasceu obsoleto

Isso cala a boca dos que acham que o BRT é o transporte mais avançado. Até digo que a economia dos gastos em sua implantação, comparadas a do metrô, não compensam. BRTs se envolvem em acidentes com maior facilidade que trens do metrô e dependendo do dano, o custo pode ser mais alto.

Antigamente, o transporte urbano era feito por bondes. Há quem considere bondes um atraso, mas observando as vantagens do transporte por trilhos e sabendo que no primeiro mundo, eles ainda existem - com outros nomes, incluindo a denominação de VLT - percebe-se que foi um retrocesso a troca de bondes por ônibus urbanos, bastando a modernização das características dos bondes ao invés da mudança para trolley (ônibus elétricos ligados por cabos suspensos) e depois para ônibus comum.

O ideal é que bondes ou VLTs façam a maior parte das linhas municipais. Ônibus fariam apenas as linhas onde a implantação do transporte por trilhos fosse inviável ou impossível. Estes ônibus parariam em terminais de integração que ficasse não no centro, mas nos seus limites. Os centros de cidades seriam quase que exclusivamente destinados para transporte sobre trilhos, permitindo o tráfego de ônibus apenas para linhas que viessem de outras cidades e localidades.

Mesmo que seja mais caro, o fato de se implantar metrô, bondes ou VLT no lugar de BRT é muito mais eficiente. O resultado compensa os gastos e o transporte se torna realmente mais rápido e seguro. É preciso analisar as características do transporte e não a sua beleza para que entendamos as suas vantagens. 

Para mim, o BRT está obsoleto. Merece ser trocado por algum tipo de transporte sobre trilhos.

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