sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Como deve ser as pinturas de ônibus em sistemas licitados

Quando se faz uma licitação para escolher as empresas que operarão o sistema de ônibus de uma cidade, nada mais honesto que a identidade das mesmas seja escancarada. Se a licitação é pública, é porque a população tem o direito pleno de conhecer as empresas que venceram as licitações. Mas as autoridades, ainda um pouco ignorantes quanto a isso e por isso preferem impor as suas marcas nos ônibus, fardando-os e dificultando a identificação das empresas.

Tudo bem que autoridades queiram impor suas marcas. Entendem os secretários de transporte que sendo o serviço público, ele deve ser identificado não pelas empresas operadoras, mas pela gestão que oferece o serviço. É para isso que exite a chamada pintura padronizada. Para dizer a população que é a prefeitura que oferece o tal serviço.

Mas pensei bem e dá para agradar a todos, mantendo a identidade da empresa ao mesmo tempo que identifica as gestões que a controlam. uso como exemplo a pintura da empresa niteroiense Auto Lotação Ingá, líder do consórcio (que é uma empresa pública formada pela reunião de empresas privadas) TransNit, que opera basicamente as linhas da Zona Norte (com exceção da linha 47 e suas variantes, que ligam o centro a bairros da Zona Sul).

Na figura, opto por manter a identificação da prefeitura com a descrição "Cidade de Niterói" que já existe na pintura padronizada. Mas o ideal que o nome da empresa sempre estivesse em primeiro plano e a gestão da prefeitura fosse identificada ou com o escudo da cidade ou com o logo da prefeitura, como aconteceu com Salvador em 1992 (veja foto com a Joevanza e repare na colocação discreta da logomarca da gestão municipal da época). O exemplo de Salvador é um bom modelo a ser seguido.


Mantenho a pintura personalizada e padronizo a maneira de aparecer o nome da empresa e o número do carro, onde a logomarca da empresa aparece escrita acima do número. Na capital fluminense, antes de 2010, havia a padronização da colocação do nome da empresa e do numero do carro, que variou a cada década. Mesmo assim, a diversidade de pintura favoreceu a identificação clara das empresas.

Hoje a capital fluminense, pioneira nesta nova onda de fardamento de sistemas de ônibus, possui cerca de 50 empresas com uma pintura. Uma confusão total que só agrada a Prefeitura e alguns busólogos mais ingênuos. Um péssimo exemplo de identificação de sistemas de ônibus.

Voltando à minha proposta, ainda dou a oportunidade para a identificação do consórcio, com a cor e dados colocados acima das janelas. É onde eu acho que deveria haver a identificação de consórcios e de sistemas (quando não há consórcio). A tarja vermelha colocada acima das janelas, no exemplo da foto, identifica o consórcio TransNit, da qual a Ingá faz parte. Reparem que a tarja não prejudicou a identificação da empresa, explicitada pela pintura abaixo das janelas.

E para os donos das empresas que investem em suas marcas, é uma boa oportunidade de divulgarem as suas empresas, estimulando os usuários a utilizá-las e prestigiá-las. Investir em identificação de empresas não é barato e a padronização visual rendeu prejuízos financeiros às mesmas.

É esta a proposta. Identifico empresas e gestões e todo mundo fica satisfeito. É uma forma honesta de transparência que tem muito a ver com a democracia que caracteriza o nosso país.

Abaixo a ilustração com a minha proposta, com os créditos devidamente identificados. Clique na imagem para ver os detalhes.


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