domingo, 1 de março de 2015

Sistema Integra eliminou vários defeitos do transporte soteropolitano

O transporte soteropolitano sempre ficou longe do ideal. Teve alguns momentos clássicos, como em 1997, onde houve uma avalanche de ônibus em configurações avançadas.

Mas essa fase ficou no passado, pois Salvador vive o oligopólio alemão de chassis básicos conhecidos no jargão busólogo como "cabritos". Duas das empresas que estavam renovando com Volvo foram extintas e tais carros tiveram que ser vendidos, não permanecendo na frota soteropolitana. 

Mas mesmo com cabritos, sem o sonhado equipamento de ar condicionado e sem poltronas confortáveis, o novo transporte soteropolitano conhecido agora, sabe-se lá porque, como "Integra" conseguiu pelo menos eliminar alguns defeitos de operação. 

O sistema é agora caracterizado pela existência de três grandes empresas, chamadas consórcios-empresas, aos moldes do que já existe na cidade de Macaé, com o SIT Macaé, fusão da Líder (grupo Guanabara) com a Macaense (grupo 1001). As empresas tradicionais (exceto as que se extinguiram, Capital e Barramar) continuam existindo, mas não como operadoras e sim como administradoras das três novas que surgiram.

Essas e outras características, por incrível que pareça, ajudou a eliminar alguns defeitos do sistema que insistiam em se manter.Vamos enumerar:

- PULVERIZAÇÃO: Para quem não sabe, é a distribuição aleatória de linhas por empresa, espalhando as mesmas ela cidade toda sem delimitar áreas de atuação. Isso gerava custos altos para empresas que atuavam longe de suas garagens, obrigando-as a fazer acordos para ficar em garagens de outras empresas ou comprar terrenos para construir garagens próximas às áreas de atuação. Com a divisão em consórcios, um para cada área, isso acabou, disciplinando o sistema e favorecendo a economia de custos e a identificação pelos usuários.

- PINTURA BRANCA: Também com intenções de poupa gastos, a maior parte das empresas optaram por não pintar os ônibus. Mandavam as encarroçadoras a pintar totalmente de branco e colocavam apenas o logo da empresa na pálida estampa. Com a padronização de pintura que virou moda no país (para mostrar o aumento do poder público no trasporte), isso acabou, já que cada consórcio-empresa possui a sua própria cor.

- CONFUSÃO PARA IDENTIFICAR EMPRESAS: A criação dos consórcios-empresas resolveu o problema da identificação das empresas. Como a maioria das empresas da capital baiana eram de mesmos donos, a secretaria de transportes entendeu que as de mesmo donos deveriam se fundir. A medida fez surgir a Ótima Salvador Transportes (Grupo Misto), a Salvador Norte Transportes (Grupo Vibemsa) e a Plataforma Transportes (Grupo Gevan). Como eu havia dito aqui, cada um com sua cor.

- POOL: A mania de jogar uma ou mais empresas para operar uma esma linha, criando uma competição interna que pode ser nociva ao trânsito, Com a fusão de empresas, isso acabou.

- MANUTENÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS CARROS: Entre os problemas mais comuns são a escassez de carros por lhas e as dificuldades de manutenção. Com a fusão, as empresas administradoras que controlam as três operadoras agora podem colaborar entre si para fazer manutenção e para colocar carros nas linhas. Só para se ter uma deia, linhas da Ótima que eram operadas pela administradora X está operando com carros da administradora Y.

Bom saber que alguns problemas se encerraram. Aguardem que o sistema Integra promete outras novidades para 2015 e 2016.

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