sábado, 18 de outubro de 2014

1001 ganha linha municipal em Niterói

Uma coisa que eu estranhei quando eu fui hoje a São Francisco clicar algumas fotos para o acervo de ônibus é que a 1001 está operando uma linha municipal, a "Charitas x Itaipu". Na verdade, a linha é uma integração para as aerobarcas de elite que ligam Charitas ao Rio.

Para tal, a 1001 colocou executivos "cabritos", quando poderia ter utilizado urbanos. Esses executivos deveriam ter sido colocados na linha do Galeão, que é longa e cansativa, tendo a obrigação de dispensar todos os urbanos e substituí-los por executivos. Todos os carros, que são muitos, rodam quase vazios, num erro grave de logística que ao meu ver é de um desperdício grande (a 1001 é ruim em logística - coisa tipicamente niteroiense - e adora desperdiçar carros e linhas).

Apesar da linha ser municipal, a 1001 opera fora de qualquer consórcio e roda com pintura personalizada e código do Detro. Acredito que a 1001 nunca sofrerá qualquer tipo de fardamento por ser considerada não uma empresa estadual, como é de fato, e si uma empresa nacional, supervisionada e fiscalizada pela ANTT. O órgão já avisou que é contra o fardamento porque iria prejudicar a identidade visual de empresas consagradas. As interestaduais merecem ter suas identidades preservadas, e as municipais e (em alguns estados) metropolitanas, não?

Apesar disso, os destinos da linha sugerem que ela é um embrião do BRT a ser colocado na área, que será servido por alguma empresa do consórcio TransOceânica, após a abertura do túnel Charitas-Cafubá. Um BRT que não serve para nada, já que não interfere nas regiões de Niterói que sofrem com os engarrafamentos. Pura estética para agradar entusiastas.

Nem sei se valeu a pena criar uma linha sem demanda. Ônibus urbanos, preço barato iriam ajudar a aumentar a demanda da linha, que é boa, mas ainda bastante desperdiçada.


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