sábado, 7 de janeiro de 2012

As autoridades não querem que niteroienses e seus vizinhos vão para a capital?

Se eu contar para os amigos meus que moram em outros estados, que vou muito pouco a capital, que é vizinha a cidade onde eu moro, eles não vão acreditar. Quando vou, é cerca de duas vezes por mês.

O Rio de Janeiro é separado de Niterói pela Baía da Guanabara, uma espécie de pequeno golfo que, além de fundo, tem um tráfego intenso de gigantescas embarcações.

Como é quase impossível ir nadando, o jeito é ir de barca ou pegar um veículo que atravesse a ponte. Aí as autoridades, que estão sempre de mãos dadas e pernas abertas para a iniciativa privada, resolvem fazer seu assalto à mão armada.

Para quem tem automóvel, o pedágio é muito caro. As passagens de ônibus para o Rio também são muito caras, não saindo por menos de 4,50 cada uma. Nem com o Riocard, o engodo criado para fazer o governo fingir que se preocupa com o direito de ir e vir do cidadão, serve para diminuir os gastos. Como opção, temos as barcas, que terão um grande aumento em sua passagem.

O que querem as autoridades da capital? Segregação? Apartheid? Porque não arrumam um meio bem barato e/ou gratuito de deslocamento para os moradores de cidades vizinhas? Pelo menos os usuário de certas linhas da Baixada, sobretudo as da Viação Nossa Senhora da Penha, podem pagar um preço municipal para se deslocarem para certos bairros do Rio, além da opção do trem, que se é mal servido, pelo menos não é tão caro.

Mas segregar os moradores do outro lado da Baía através de um caríssimo acesso, é uma prova de irresponsabilidade e de ganância que só prejudica aqueles que são obrigados a irem para o Rio trabalhar e usufruir dos serviços que são carentes no lado de cá da Baía da Guanabara.

(Publicado originalmente em 7 de janeiro de 2012 no Planeta Laranja)

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