sexta-feira, 13 de julho de 2018

O ônibus-foguete argentino

Esta foto foi colocada há algum tempo no Ônibus Brasil e reacendeu a minha memória graças a estética ousada e criativa deste veículo, que chama a atenção por onde passava.

Este carro é um autêntico Aerobus argentino (veja história dele, em castelhano, neste link), que culturalmente para a busologia argentina equivale ao que o Dinossauro representa para a busologia brasileira. Mas a ousada estética de Aerobus o faz superior ao Dinossauro.

Apesar de famosa pela feiura de suas pinturas e de boa parte das carrocerias (algo corrigido recentemente), a Argentina teve este exemplar como um dos poucos representantes de belo ônibus que já circularam por lá.

Eu tive a felicidade de ver, mesmo de longe, um exemplar dessa maravilha entrando na Rodoviária Novo Rio, na década de 80, quando a empresa General Urquiza fazia a linha "Rio - Buenos Aires" (hoje feita pela Crucero del Norte). A aparição dele me deixou chocado, pois ele não se parece com nada surgido antes. Minto. Ele me parece o cruzamento aproximado dos criativos modelos Gaivota (estrutura) e Squalo (acabamento), ambos da CAIO (hoje CAIO Induscar), só que em um só modelo. Mesmo assim, do jeito que ele foi construído, não houve como evitar a ousadia estética.

O carro parece um foguete. As janelas se parecem com as colocadas naqueles famosos veículos a ser lançados ao espaço. Me lembra também aquele filme, As Incríveis Peripécias de um Ônibus Atômico, pela sua estranheza. Só faltava colocar uma turbina na parte de trás.

Pena que esta maravilha argentina não roda mais. Recentemente foram vistos dois exemplares adquiridos para servirem como motor-home (trailer para camping em versão ônibus). Mesmo assim o Aerobus deixa saudades. Ainda mais do dia em que "agrediu" a Rodoviária Novo Rio com a sua imponência estética.




sexta-feira, 6 de julho de 2018

As linhas 532 e 143 voltam a ter carros refrigerados

Nos anos 90, as linhas da Mauá tinham carros refrigerados. Mas uma liminar na justiça, lançada pela Viação Galo Branco, que se sentiu prejudicada com a refrigeração nos carros da empresa concorrente, proibiu a Mauá de rodar com carros refrigerados em linhas para São Gonçalo. Apenas a linha 100 (hoje 101), para o Rio de Janeiro, estava liberada para carros deste tipo. Óbvio que a 100 recebeu os carros rejeitados pelas linhas gonçalenses.

Mas uma lei recente que obrigou os carros municipais de São Gonçalo a terem ar condicionado instalado, pelo jeito foi estendida a frota intermunicipal. As compras recentes de carros confirmam esta tendência e aos poucos as frotas que circulam em São Gonçalo - cidade muito mais calorenta do que a cidade onde eu vivo, Niterói - serão totalmente refrigeradas.

Mas vamos ao caso da Mauá, já que ela foi a primeira a colocar carros refrigerados nas linhas intermunicipais que não tinham. Consegui fotografar um carro novo que erroneamente foi creditado em alguns perfis do Ônibus Brasil como "Torino S". É obviamente um Torino 2014, com a única diferença na posição da chapa na parte de trás da carroceria. 

As linhas estão sendo operadas parcialmente com carros refrigerados, pois carros novos estão sendo adquiridos aos poucos. Mas a ideia é refrigerar toda a frota, não apenas desas linhas mas todas que servem de alguma forma o município de São Gonçalo. Outras empresas já começam a mostrar novidades. Outras estarão por vir. Vamos aguardar mais.




sexta-feira, 29 de junho de 2018

O problema do desencontro de informações

Eu não gosto de mentir. Eu sempre me esforço para colocar aqui notas que estejam cada vez mais próximas com o que acontece no mundo real. Mas infelizmente, já coloquei várias vezes informações erradas. Eu me desculpo se apareceu aqui alguma nota que parecesse mentirosa. Não é por culpa minha. Vou explicar porque isso acontece.

O hobby de admiração por ônibus é uma atividade ainda rara, mesmo em crescimento constante. Mesmo com o número de entusiastas aumentando muito a cada dia, o hobby ainda é desconhecido da maioria das pessoas e por isso as informações referentes a este tipo de transporte ainda tem fontes bem escassas.

Muito do que se sabe sobre ônibus é obtido no disse-me-disse. Várias informações são divulgadas por entusiastas em conversas com motoristas e cobradores que nem sempre estão por dentro do que acontece nas empresas onde trabalham. Várias informações não passam de palpites, nem sempre confirmados com o tempo.

Por isso eu peço desculpas por erros de informação que aparecem aqui. Sempre que há oportunidade, eu corrijo o que coloco aqui. É muito complicado receber informações de um hobby ainda restrito de púbico e de fontes de informação. 

E a coisa tem piorado nos últimos 10 anos pois com o Ônibus Brasil e com o Facebook, que são redes sociais, os entusiastas extinguiram seus sites particulares e as fontes de informação, que já eram poucas, se reduziram drasticamente.

Portanto, não se chateiem se virem alguma informação errada aqui. Podem ter a certeza de que se eu conseguir a informação correta, os erros serão corrigidos com a maior rapidez possível.

Pois eu não ganho nada em mentir para os outros.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: Linhas inúteis

Um dos maiores defeitos do sistema de ônibus de Niterói são as linhas mal planejadas. É nítido o erro de trajetos, pontos, quantidade de frota, parecendo ser tudo feito de forma aleatória ou apenas para mostrar serviço aparente. Boa parte dos defeitos que falo nesta série estão ligados às linhas. Por mim, fazia uma alteração violenta no sistema de linhas de Niterói. Pouca coisa ficaria como está.

Um problema interessante é o das linhas inúteis. Linhas que não tem a sua razão de ser e que só servem para gerar gastos para as empresa operadoras, ainda continuam rodando, mesmo comprovado o seu fracasso. São 4 linhas, duas municipais e duas intermunicipais. Todas quase sem demanda e rodando com carros vazios.

775D - Charitas (Niterói) - Humaitá (RJ)

Vou começar pelas intermunicipais, primeiro a linha cuja foto ilustra esta postagem: a 775D, que liga o bairro de Charitas, em Niterói ao bairro de Humaitá, no Rio de Janeiro. Qual foi a mente "brilhante" que teve a ideia de criar esta linha? Quem vai de Niterói para Humaitá?

A linha só roda com carros quase vazios e repete itinerário de outras linhas intermunicipais existentes. Mesmo que haja alguma demanda para Humaitá, ela é devidamente servida por outras linhas da mesma empresa a 1001. O que me leva a concluir que o único propósito para a 775D é gastar combustível e fazer o motorista perder tempo quando deveria rodar em outra linha mais útil.

O curioso que Niterói carece de linhas para o Rio, sobretudo para a Zona Norte, de farto comércio. Ao invés de ressuscitar a Penha/Charitas esticada para o movimentado bairro de Madureira, preferiram criar esta nulidade para Humaitá. É jogar dinheiro na lata do lixo.

1731 - Charitas/Fonseca (Niterói) - Castelo (RJ)

Outra linha inútil é aversão executiva da 731D, a 1731, que sai de Charitas, passando por Largo do Marrom (onde eu moro) e pelo Fonseca e vai até o terminal Menezes Cortes , no bairro central do Castelo, na capital. A versão urbana que vai até a Rua Acre, extremamente útil, é um sucesso, rodando sempre cheia, mesmo em horários mais tranquilos. O mesmo não se pode dizer da versão executiva.

Operada por ônibus rodoviários (aqueles de longa distância, com uma porta e poltronas reclináveis), a linha só vive vazia. Quando enche, são no máximo cerca de 7 pessoas para um veículo que comporta mais de 40 sentados. 

A passagem teve que ser congelada em R$ 10,00 para tentar atrair demanda e mesmo com a urbana custando quase 8 reais, a executiva ainda roda vazia. mesmo tendo como destino um ponto mais próximo dos centros comerciais do que a Rua Acre, no começo da Zona portuária.

É bem provável que no próximo aumento de passagem, o preço da 1731 seja mais uma vez congelado. Espera-se que com preços quase iguais, a demanda se interesse pela versão executiva. E caso contrário, recomendo a empresa a extinguir a linha e colocar os carros para o serviço de turismo e fretamento, que renderá muito mais dinheiro do que uma linha regular sem demanda.

21 - Fonseca - Terminal e 42T - Barreto - Terminal

As duas linhas municipais desta lista poderiam muito bem serem extintas. Ambas tem versões muito mais bem sucedidas que param na Avenida Amaral Peixoto. A 22 (Fonseca- Barcas) e a 42 (Barreto - Barcas) rodam sempre cheias, o dia todo, servindo a área comercial de Niterói. 

As versões para o Terminal são um pouco distantes para os centros comerciais e por isso rodam quase sempre vazias. Nem a desculpa de servir o terminal para facilitar o acesso a outras linhas convence pois os usuários das mesmas tem outros meios para pegar as outras linhas para destinos diferentes, dispensando a baldeação pelo terminal.

Todas as quatro linhas desta lista poderiam ser extintas, com os veículos deslocados para linhas ou serviços com maior demanda, para diminuir custos e para servir melhor as linhas que realmente precisam de carros para rodar.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Consórcio TransNit desiste de se livrar dos carros de piso baixo e TransOceânica cede carro do tipo para teste na Garcia

Hoje eu sai para caminhar na orla após uma semana de provas em meu curso de Administração e vi um monte de carros de piso baixo rodando na linha 47. Há dias que eu não via um carro de piso baixo rodando na linha. Eu havia sido informado sobre as intenções do consórcio TransNit de eliminar os carros de piso baixo da linha 47. Como a linha serve áreas nobres, certamente alguma reclamação chegou ao consórcio pedindo pela volta dos carros de piso rebaixado.

Além disso, na mesma semana a empresa Garcia apareceu com um carro de piso baixo, o RJ 135.054, que pela placa, era claramente um dos dois únicos pisos baixo que serviam a linha 53 do consórcio TransOceânico. Aparece com a descrição "Veículo em teste" o que significa que poderá não permanecer na empresa. De qualquer forma, corri para fotografá-lo.

Sobre os carros de piso baixo que rodavam na 38 e 46, nem thuns. Estão quase todos em Canoas, no Rio Grande do Sul. Há informações de que o BHLS da Cafubá será servido por carros de piso baixo. As polêmicas sobre que tipo de ônibus será adquirido para operar o sistema tem atrasado a implantação do mesmo, planejado para entrar em operação no mês atual.

As fotos abaixo foram tiradas no meio desta semana, portanto são bem recentes. Legal saber que pelo menos alguns ônibus de piso baixo ainda rodam em Niterói.



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Iniciada a nova fase da Busscar

Só agora eu entendi de fato a estória da ressurreição da Busscar. Sim, amigos, a Busscar voltou. Apesar de ter um sistema acionário ligado a CAIO - mas com empresa própria, a Carbuss - a marca dá sinais de que pretende continuar a trajetória emperrada há poucos anos por causa de uma grave crise que quase extinguiu a empresa.

Prometido para o mês de abril passado, mas creio eu, oficializado a pós a copa - interessante como um país inteiro pra por causa de um reles e supérfluo campeonato de futebol - o lançamento dos novos modelos da marca sinalizam sim uma continuidade da mesma.

Os modelos já confirmados são a série Vista Buss (o 340 e o 360, com exemplares já prontos), o Elegance e o Panorâmico DD, com leves alterações estéticas em relação a linha de 2012, ano do emperramento. O El Buss está garantido como rodoviário básico e deve ocupar o segmento dominado pelo Audace da Marcopolo. 

Em todos os modelos apresentados pela Carbuss, a marca decidiu evitar a ousadia estética - aprovada por mim, embora polêmica entre entusiastas - da filial colombiana. Embora os novos modelos apresentados no Brasil sejam belíssimos. Aliás, ainda não entendi que tipo de relação a Nova Busscar terá com a filial colombiana, que segue sem crise. Gostaria que as duas voltassem a ser uma uma empresa só.

As primeiras empesas a adquirir foram as paulistas Paraty e EMTU (na sub-divisão "Viação Osasco"). Há previsão para rodarem na segunda metade de 2018. Há outras empresas interessadas em fazer o pedido, muitas clientes tradicionais da marca. Há boatos que o Grupo Guanabara e o Grupo Gontijo estariam encomendando os seus exemplares.

Não fui informado se a empresa voltou atrás e fabricaria urbanos. Como a Busscar pertence agora a acionistas ligados a CAIO, a ideia é a Busscar fazer rodoviários e a CAIO fazer somente urbanos. Mas clientes da antiga Busscar desejam que a marca retome sua produção de urbanos, nem que seja apenas um modelo básico, a competir com modelos mais vendidos para operadoras urbanas pelo país.

Fico feliz em saber que não houve muitas mudanças na Busscar, sinalizando sua real volta e não uma outra encarroçadora a roubar o nome. Tomara que a produção acelere e vejamos muitos carros da nova Busscar rodando por várias empresas pelo país.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Sites de entusiastas se preocupam com crise do petróleo. Mas ignoram reais motivos do caos

Como todos sabem, há uma crise do petróleo que estimulou a paralisação de caminhoneiros e agora de petroleiros. A dificuldade em abastecer os tanques do combustível, seja pelo preço alto, seja pela disponibilidade de combustível, tem gerado um caos em vários setores da sociedade. Em Niterói, além de faltar alimentos em vários supermercados, poucos ônibus estão rodando no município.

É mais que justo que tudo isso caus perplexidade e que todos se preocupem com a situação. Mas, reféns de uma mídia mentirosa e comprometida com interesses secretos em causar e usar o caos para criar meios de colocar no poder um grupo político que favoreça o Grande Capital, muita gente está mal informada sobre o que está acontecendo, ignorando os verdadeiros motivos que causam a crise.

Tudo começou com a descoberta da camada de Pré-Sal, nova fonte de petróleo, principal responsável pelo golpe de 2016, que criou condições para que grupos econômicos mundiais pudessem usar as riquezas em países sub-desenvolvidos para compensar as perdas com a crise econômica mundial de 2008, que levou muitos capitalistas a falência.

Este é o verdadeiro motivo de todo a crise, que envolve o fato de que a Petrobrás teve que atender as exigências de indústrias estrangeiras petrolíferas, incluindo o aumento exorbitante do preço dos combustíveis, algo que se agravaria e se estabilizaria, em caso da empresa brasileira ser totalmente vendida ao capital estrangeiro.

Boa parte dos entusiastas de ônibus é submissa à grande mídia, cúmplice enrustida do golpe e desta crise toda. Quem é submisso a grande mídia enxerga nela uma porta voz da população e composta de pessoas preocupadas com o desenvolvimento do país. O que é uma farsa, se lembrarmos que grandes grupos capitalistas patrocinam a grande mídia e os próprios donos delas também são grandes capitalistas.

Por isso que mesmo com a preocupação justa com a crise, os sites de entusiastas ônibus possuem informações desencontradas e falsas sobre o que está acontecendo. Como se esta crise fosse algo local, decidido por motivos exclusivamente econômicos e não políticos. Na verdade é uma nova forma de guerra cuja finalidade é colocar no poder alguém que governe apenas para o Grande Capital. 

Não há instituições preocupadas com o bem estar da população e não existe combate a corrupção ou alguma atitude moralizante. A meta de todas as instituições é justamente favorecer o Grande Capital. O que a população deveria fazer é se unir e combater desejando a volta de governos progressistas ao poder. Desejar intervenção militar é uma insanidade e uma baita prova de má informação, pois os altos comandos das forças armadas brasileiras trabalham em prol de capitalistas estrangeiros.

Vamos nos informar por outros meios, longe da grande mídia. É preciso procurar outras fontes de informação que não estejam comprometidas com o Grande Capital, com maior liberdade para mostrar os fatos como eles acontecem, não de uma forma a favorecer os interesses particulares de um punhado de magnatas.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: Bye, Bye, ônibus de piso baixo!

Quando Niterói tomou conhecimento do sistema que estava sendo implantado em 2011, os entusiastas comemoraram. A divisão tosca em dois consórcios, a pintura considerada linda por muitos - menos para mim, pois prefiro a de São Gonçalo, mais suave e harmônica - e a promessa de frota 100% refrigerada e 20% equipada com piso baixo, levou muita gente a crer que o sistema niteroiense seria o mais avançado do país. E pasmem: mesmo em franca decadência, tem gente que ainda acredita nisso.

Mas encerrada a olimpíada, acabou o baile da Cinderela. A carruagem virou abóbora e o vestido virou trapo. O sistema niteroiense aos poucos começa a decair, se tornando pior do que era antes da implantação do "novo" sistema, pornograficamente inspirado no modelo curitibano.

Claro que um sistema que omite a identificação de empresas e coloca em letras garrafais o nome da cidade existe só para turistas. E o tal ônibus de piso baixo, que em países realmente comprometidos com mobilidade chega perto dos 100% da frota, já começa a se revelar como uma farsa que enganou direitinho os niteroienses, sobretudo os alucinados entusiastas, que curiosamente não andam de ônibus a não ser em encontros de entusiastas.

O fim gradativo dos ônibus de piso-baixo

A 1001, que seria a primeira intermunicipal a comprar ônibus de piso baixo, com modelos que eu considerei com os mais lindos ônibus urbanos do estado do RJ, já desistiu deste tipo de ônibus e mesmo com experiência bem sucedida, já tratou de botar os seus poucos carros de piso baixo para bem longe. A desculpa é a de sempre: um tipo de ônibus de manutenção cara e difícil.

No meio do caminho, outros ônibus de piso baixo foram para o espaço. Um exemplar da falida "Brasília" (aspas colocadas por causa da não identificação da empresa imposta pela pintura padronizada da "Viação Cidade de Niterói"), pior empresa do município, com frota velha e sucateada, foi incendiado em seu ponto final, um lugar sob o comando de organizações criminosas.

Depois a "Pendotiba" decide vender seus exemplares. Como a mesma é dona da "Araçatuba", decidiu vender as dessas também. Curiosamente a "Araçatuba" era a única a renovar a frota de piso baixo para agradar a demanda de melhor poder aquisitivo de suas linhas, que servem os bairros nobres da cidade.

A única empresa a nunca ter tido ônibus de piso baixo é a "Peixoto", do grupo "Ingá", que até segunda ordem segue com seus carros de piso baixo. A "Fortaleza/Santo Antônio" e a "Barreto" seguem com seus carros, mas como empresas menores poderão se livrar deles a qualquer momento.

O tal BHLS. que nunca sai

A prefeitura fala em implantar o tal do BHLS (Bus High Level Service), idealizado desde 2011, que nada mais nada menos são os mesmos carros de piso baixo, aos poucos sendo retirados de circulação, só que com portas nos dois lados. O projeto não saiu do papel e com vias exclusivas já construídas, promete ser implantada após a superestimada copa de futebol, que desta vez, não ocorre no Brasil.

Se a promessa do sistema intermunicipal de frota majoritariamente de piso baixo virou pó e hoje é tratada como piada de mau gosto, o sistema municipal dá sinais de que tudo foi feito literalmente para inglês (além de outros gringos) ver.

Pelo jeito o tal ônibus de piso baixo poderá ficar (se ficar) restrito ao sistema BHLS, que estranhamente será operado justamente pela "Pendotiba" que se livrou de carros deste tipo. As linhas 38B, 39B (linhas que só andam vazias, sem demanda) e 40 (com destino ao centro da cidade) foram eleitas para serem incluídas no sistema.

Eu divido. Pelo jeito o BHLS poderá ser ônibus comum com portas nos dois lados. As linhas citadas já são operadas por ônibus comum. Curiosamente, em Teresina, no Piauí, um exemplar adquirido da niteroiense "Pendotiba" foi adaptado pelo consórcio local para ter portas dos dois lados, uma adaptação que ficou muito boa. Quem sabe é uma ideia para as empresas daqui diminuírem custos para colocarem o tal BHLS para rodar de uma vez por todas.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Falecimento de Fernando McDowell pode perpetuar piora do sistema de ônibus no RJ

No início desta semana, uma notícia ruim envolvendo o setor de transportes: o falecimento do engenheiro de transportes Fernando McDowell, uma das poucas mentes sensatas no transporte brasileiro e crítico do modismo de cutiritibanização do transporte, uma medida levada desnecessariamente ao país todo e alguns outros países e que têm contribuído para a piora no transporte por ser um modelo não adequado a todo o tipo de cidade.

Justamente por ser um crítico de um sistema ultra-festejado, mas que não pode ser encarado como uma única proposta de solução para a mobilidade urbana, é que seu falecimento deve ser encarado com alguma apreensão. McDowell seria uma esperança na melhoria do transporte da região metropolitana do Rio de Janeiro, hoje em explícita decadência.

McDowell seria o responsável por um projeto que melhoraria de forma significativa o transporte na região, desfazendo o deslumbrante erro de Eduardo Paes, que na verdade queria fazer um sistema que pudesse saltar aos olhos dos turistas da copa e das olimpíadas, servindo mais de promoção pessoal ao prefeito do RJ, que queria ser visto como um "Novo Pereira Passos", em referência ao prefeito que realizou gigantescas mudanças na cidade no início do século XX.

Morte de McDowell é morte gradual do transporte no RJ

O projeto de McDowell tornaria as linhas mais eficientes, observando a melhor logística entre a quantidade de carros, as suas características e a necessidade em relação ao cotidiano. Devolveria a identidade às empresas para facilitar a fiscalização e impedir a corrupção e a decadência. O sistema de 2010 imposto por Eduardo Paes foi aleatório e puramente estético, com a finalidade exclusiva de agradar turistas. O resultado é a decadência total do sistema e a extinção de várias empresas.

Como não há outro profissional interessado na melhoria real do transporte do Rio de Janeiro, o falecimento de McDowell sinaliza a manutenção do sistema decadente iniciado em 2010. Para os entusiastas cariocas, quase sempre alienados do mundo real e que ignoraram a morte do engenheiro, melhorias no transporte são apenas renovação de frota e colocação de aparelho de ar condicionado, TV e internet nos ônibus. Como isto está sendo feito, tudo parece bem aos olhos de quem só usa ônibus como entretenimento, tendo seu carrinho particular para circular aonde quiser.

A morte de qualquer ser humano é triste. Mais triste ainda é quando este ser humano seria responsável pela melhoria de muitos outros seres humanos. O transporte do Rio perde com o falecimento de Fernando McDowell. Ainda vamos penar muito para nos deslocarmos de um lugar ao outro na Região metropolitana do RJ. E não será a frescura do ar condicionado que esfriará as nossas mentes, esquentadas por causa de tantos transtornos no transporte local.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Morre Fernando McDowell, engenheiro de transportes e ex-vice prefeito do RJ

Uma notícia triste para quem gosta de transportes. Faleceu na madrugada de domingo o ex-prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro de transportes Fernando McDowell, de infarto. At[e o início deste ano, o engenheiro era também o secretário de transportes, tendo que sair do cargo, creio eu, para cuidar da saúde, ficando apenas com o cargo de vice-prefeito. Ele tinha 72 anos e morreu de infarto.

Com a morte de McDowell, o maior crítico do processo de curitibanização do transporte e da padronização de pintura de ônibus. Mc Dowell considerava a diversidade visual dos ônibus um patrimônio cultural e trabalhava secretamente pela retomada das pinturas individuais das empresas.

A padronização visual do RJ, inspirada no modelo curitibano, deu início em 2010 por iniciativa do prefeito Eduardo Paes e tinha a finalidade de expor o nome da cidade para os turistas que vinham para a copa de 2014, como uma espécie de propaganda da secretaria de transportes da prefeitura, então sob a batuta de Alexandre Sansão.

Com a morte de McDowell, morre também a esperança de entusiastas - e também da população, que nunca engoliu o fato de 50 empresas terem uma só pintura - da retomada das pinturas individualizadas. 

Convém lembrar que o transporte municipal do RJ piorou desde 2010 e além dos ônibus sucateados, várias empresas estão falidas ou no caminho da falência. Várias foram extintas. Sem McDowell, as coisas permanecerão como estão ou cada vez pior.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: Linhas rodoviárias, lotando o terminal urbano e esvaziando a rodoviária

Uma vez eu publiquei uma foto da rodoviária de Niterói, onde apareciam apenas 4 ônibus (há mais de 15 plataformas no local). Um entusiasta elogiou a rodoviária e comentou que a mesma deve ser bem movimentada. Eu comentei que o cara estava errado e que a rodoviária só vive vazia porque as principais linhas rodoviárias não param nela e sim no terminal urbano, um pouco longe da rodoviária.

Quem não vive em Niterói desconhece este fato. A principal rodoviária de Niterói, a Rodoviária Roberto Silveira, localizada quase na saída da parte central do município, só atende linhas para destinos mais longínquos e para linhas de pouca demanda. As linhas que realmente garantiriam movimento para a rodoviária não param nela desde os anos 90, quando eu ainda morava em Salvador. 

Nas décadas de 70 e 80, a rodoviária de Niterói era uma maravilha. Só vivia cheia. O estoque se situava nas ruas próximas e dava gosto de ver muitos ônibus saindo dela. mas tiveram a infeliz ideia de transferir as linhas de maior demanda para o terminal urbano e o caos se instalou neste, criando um esvaziamento da rodoviária, hoje deserta e situada num quarteirão abandonado cheio de moradores de rua.

As linhas de maior demanda que deveriam parar na rodoviária são as que ligam a Região dos Lagos (Saquarema, Araruama e Maricá), Baixada Fluminense (Magé, Caxias e Nova Iguaçu) e cidades próximas como Rio Bonito e Itaboraí. Elas param no final do terminal urbano, misturados com outras linhas urbanas, numa infra-estrutura que não é adequada para linhas rodoviárias.

Nos horários de pico, o terminal, que é muito mal administrado com localização das linhas e quantidade de ônibus mal distribuídos, engarrafa bem, chegando a levar cerca de 25 minutos para sair do terminal. As linhas da zona sul e as da rodoviária poderiam muito bem deixar o terminal e parar nos outros lugares. A rodoviária, do contrário do terminal, tem infra-estrutura boa para linhas de grande demanda como as que citei. 

Interesses financeiros entre a prefeitura, os donos das lojas localizadas no terminal e as empresas de ônibus se recusam a tomar esta sensata decisão, preferindo manter a bagunça. A minha solução para que a demanda das linhas rodoviária não ficasse prejudicada com o retorno das mesmas à rodoviária seria a criação de uma linha gratuita João Goulart/Rodoviária (a ser paga com custos de outra linha da empresa que puder operar). Esta linha não precisaria ter mais de 5 carros para a sua operação.

Com esta solução proposta por mim, a rodoviária voltaria a ter seus dias de glória e tararia movimento para a área ao redor, hoje francamente abandonada - e perigosa - com comércio fechado e um clima de tristeza que ajuda a espantar aqueles que necessitam das poucas linhas operantes na rodoviária para viajar para onde quiser.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: itinerários mal planejados

Além da ausência de linhas para destinos importantes, ainda temos linhas com trajetos mal planejados, que poderiam ganhar demanda e ser mais úteis se fossem alterados. Um bom exemplo disso é a linha 60, que liga a Ilha da Conceição a Icaraí. Ou melhor, parte de Icaraí, pois ele mal passa pelo bairro propriamente dito.

A linha surgiu em 1982, época em que muitas linhas então inéditas foram criadas (46, 60, 61, 62, 66) e é bastante útil para quem vive na isolada ilha da região norte de Niterói, próxima ao Contorno (que é integrada com a rodovia federal que serve São Gonçalo e passa pela Manilha, em Itaboraí). Antes, a ilha era servida apenas por uma linha, a 15 (Ilha da Conceição - Centro), hoje existente, após ter sido quase extinta nos anos 90.

O problema é que a linha poderia servir mais o bairro de Icaraí, passando por toda a praia e retornando na Rua Joaquim Távora (onde entram os ônibus em direção a São Francisco e Vital Brazil), seguindo depois pela Av. Roberto Silveira toda, substituindo a extinta linha 9, de altíssima demanda. Ao invés disso, entra na Rua Alvarez de Azevedo, no início de Icaraí e segue uma parte pequena da Roberto Silveira.

Há outro detalhe. Em 1982, a linha não passava pelo centro da cidade, ganhando tempo em seu percurso. Não precisava ir ao centro porque na época a linha 15 já servia o percurso que ligava a Ilha ao centro da cidade. Com a rápida extinção da linha, a 60 alterou o seu itinerário, deixando de seguir diretamente a Av. Marquês do Paraná, no sentido Ilha, para entrar na Av. Ernani do Amaral Peixoto, curvando a parte norte da Av. Visconde de Rio Branco e seguindo a Av. Feliciano Sodré em direção à Ilha.

Na volta (sentido Icaraí), segue a Av. Jansen de Mello, Marquês do Paraná e entra na Av. Ernani de Amaral Peixoto, para desta vez entrar na parte sul da Av. Visconde de Rio Branco, fazendo escala em Gragoatá para seguir até o Ingá e depois Icaraí. Este trecho para Gragoatá poderia muito bem estar sendo feito pela 15, dispensando a 60 de chegar até o centro.

Outros casos de itinerários mal planejados

Apesar de eu considerar o problema da escassez de destinos maior que o de trajetos mal planejados, há outras linhas cujo trajeto precisa ser corrigido. Um exemplo é o caso das variações das linhas 38 (Itaipú - Centro) e 39 (Piratininga - Centro).

As duas linhas possuem variações com o acréscimo da letra "A" após o numero: 38A (Engenho do Mato - Centro) e 39A (também Piratininga - Centro, só que passando pelo bairro de Cafubá, ao invés da via geral na versão tradicional).

Acontece que a prefeitura poderia ter feito com que as versões "A" das linhas variassem o trajeto em relação a suas versões originais. Ambas as 38s passam por São Francisco e ambas as 39 por Santa Rosa. A demanda da 38A fica sem ir para Santa Rosa e a da 39A fica sem ir a São Francisco. Antigamente, a 38A servia Santa Rosa, mas a prefeitura cometeu a burrada de transferi-la para São Francisco, consagrando a redundância.

Estas correções são de grande utilidade para o sistema niteroiense. Bom lembrar que a minha proposta de ressurreição do Terminal Sul e do Terminal Rink (esta para as linhas paradas na Av. Ernani do Amaral Peixoto), alterariam significadamente o itinerário de boa parte das linhas, provocando a reutilização das ruas Andrade Neves e Dr. Borman para o tráfego de ônibus, como era nos anos 70 e 80.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: concentração de ônibus

No final dos anos 70 e começo dos anos 80 os ônibus em Niterói eram mais espalhados. Era o correto a ser feito, pois cidades com relativo desenvolvimento não podem ter uma concentração de ônibus em um só terminal. 

Em 1978, havia um terminal onde era a praça do Rink, onde paravam os ônibus da Pendotiba e Fortaleza. Os da Miramar paravam na Rua 15 de Novembro, em frente onde hoje é a principal entrada do Plaza Shopping. As linhas da Araçatuba paravam na Rua José Clemente e as da Santo Antônio na Maestro Felicio Toledo. As linhas para São Gonçalo de da Baixada que não paravam no Terminal paravam na Rua São João e as linhas para Itaboraí e Magé paravam na Rua Dr. Fróes da Cruz. A Av. Ernani do Amaral Peixoto era ponto para as linhas que vinham da Av. Jansen de Mello.

Nos anos 80, o terminal principal foi ampliado e virou Terminal Norte. Um terminal foi construído no centro sul e virou o Terminal Sul. Os pontos nas ruas citadas e o Terminal do Rink foram desativados. Mas as linhas continuaram espalhadas em seus trajetos, já que tanto a Rua Andrade Neves quanto a Rua Almirante Tefé eram servidas por ônibus. 

Hoje, quase todas as linhas estão concentradas em um único terminal, o João Goulart e o trajeto também ficou concentrado nas imediações da Avenida Visconde de Rio Branco, que foi duplicada nos anos 90 com o fim os terminais Norte e Sul. As linhas vindas da Av. Jansen de Mello voltaram a parar na Av. Ernani do Amaral Peixoto, como era nos anos 70. Nos anos 80 paravam na parte norte da Av. Visconde de Rio Branco, que tinha uma só mão.

O Terminal Urbano João Goulart

O João Goulart, hoje o único terminal urbano da cidade, foi construído numa área que seria um parque esportivo na orla de Praia Grande (do lado das barcas), infelizmente abandonado. A ideia de construir o terminal é boa, mas ruim é a decisão de transferir quase todas as linhas para lá. 

As linhas da Zona Sul, que poderiam muito bem ficar no centro-sul, onde ainda dá para construir um terminal, com pouquíssimos custos, e as linhas mais movimentadas da Rodoviária Roberto Silveira foram desnecessariamente transferidas para lá. Tirando as da Av. Ernani do Amaral Peixoto e as da rodoviária para longas distâncias, praticamente todas as linhas param no João Goulart.

Porque são desnecessárias? A demanda das linhas da Zona Sul saltam nas proximidades do Plaza Shopping, fazendo com que os ônibus sigam vazios ao terminal. As rodoviárias param em uma plataforma sem estrutura para elas - claramente feitas para ônibus urbanos - e deixaram a Rodoviária Roberto Silveira vazia na maior parte do período. Estranhamente, a rodoviária localizada mais ao norte, quase fora do centro, foi ampliada para receber mais linhas, mas perdeu as de maior demanda, todas deslocadas para o terminal urbano.

Engarrafamentos diários

Este mal planejamento tem causado um imenso engarrafamento quase todos os dias no Terminal João Goulart. Para se ter uma ideia, várias vezes eu levei meia hora para sair do terminal. Eu disse para sair do terminal. Meia hora é o tempo médio de percurso de uma linha do centro a bairros como Icaraí (sul) e Fonseca (norte). O excesso de ônibus, mal distribuídos nas plataformas (exemplo: linhas com mesmo destino em pontos distantes uma das outras) é certamente a causa destes engarrafamentos.

E qual seria a solução para este problema? Seria encerrar a concentração dos ônibus no João Goulart. Ressuscitar o Terminal Sul e o do Rink, tirar os ônibus da Av. Ernani do Amaral Peixoto e devolver as linhas rodoviárias de maior demanda para a Rodoviária Roberto Silveira já ajudariam bastante. E se possível utilizar outras ruas para o tráfego de ônibus, evitando que as linhas repitam itinerário forçando a presença de muitos veículos em poucas ruas.

Enquanto isso não for feito, o caos segue no João Goulart. Superlotação nunca foi boa em qualquer situação. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: falta de ligação entre a Zona Sul de Niterói com a Zona Norte do RJ e com São Gonçalo

Pelo jeito a série sobre os defeitos do sistema de ônibus niteroiense teve que acontecer de qualquer maneira. Embora de binóculo o sistema pareça perfeito, com belos ônibus de encher os olhos, junto com o estigma falso de cidade modelo que Niterói apresenta (graças ao mais que duvidoso IDH alto calculado em supostas pesquisas de qualidade de vida), o sistema é altamente falho e possui muitos defeitos. Beleza não põe mesa.

Não há previsão desta série acabar, mas há previsão da ilusão de inúmeros entusiastas acabarem. Já deve ter gente de olhos arregalados só de saber que o sistema é defeituoso. Hoje falaremos da falta de ligações entre a chamada Zona Sul niteroiense e dois destinos importantes e de alta demanda: Alcântara, em São Gonçalo e a chamada Zona norte do Rio de Janeiro.

Antigamente, havia uma linha, a 722D, que ligava o bairro de São Francisco a Penha. Era o que havia de mais próximo a região norte da capital do Rio de Janeiro, importante local de vasto comércio. A linha foi extinta no final dos anos 90, sem qualquer outra substituta.

Os bairros de Madureira e Méier deveriam ter linhas para Niterói e há vasta demanda para eles. Ao invés disso, os bairros tiveram, além desta linha, atualmente extinta, outra para Vila Isabel, cuja demanda não vai além da UERJ, localizada nas proximidades do estádio do Maracanã. Até para justificar o caro preço, a linha 703 merecia se esticar até o Meier, com final de linha no terminal Gelton, próximo ao importante centro comercial do bairro.

Porque não criar uma linha que saia de Charitas (o tal terreno baldio: outro aspecto do "maravilhoso" sistema niteroiense) com destino a Madureira, além de esticar a já existente 703 para o Méier? Como eu falei, há uma demanda carente de linhas para estes destinos. Até porque nem mesmo no Terminal João Goulart, na Zona Norte da cidade, há linhas que atendam a estes destinos.

Zona Sul merecia uma linha para Alcântara

Outra falha do sistema niteroiense é a ausência de uma linha para São Gonçalo.  O bairro de Alcântara, principal destino das linhas para o município, é um importante bairro comercial e há uma boa demanda para ele, tanto para os que moram na cidade para os que vão estudar, trabalhar e fazer compras. Tanto é que há 4 ramais, representados em cerca de 7 linhas partindo do Terminal João Goulart, todas com considerável lotação.

Mas há uma demanda séria entre os que moram e trabalham na Zona Sul de Niterói para Alcântara, que são obrigados a pegar duas condições. Mesmo o desconto oferecido pelo Rio Card ainda deixa a passagem mais cara que a paga pro apenas um ônibus. Uma ligação direta, partindo de Charitas, passando por Icaraí, com o mesmo preço das linhas da ligação Niterói/São Gonçalo seria extremamente útil. Uma linha, com carros urbanos refrigerados, seria o suficiente, de preferência evitando repetir o trajeto das linhas existentes. Pegando Sapê e Santa Bárbara indo em direção a RJ 104, mesmo vindo de Icaraí, estaria mais do que ótimo.

É preciso que as autoridades analisem a minha sugestão, que irá melhorar bastante este aspecto no sistema de ônibus da cidade de Niterói.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: o ponto final equivocado da linha 61

O sistema de ônibus de Niterói é cheíssimo de erros. Pouca gente comenta isso porque os ônibus com ar condicionado, pintura padronizada que agrada a muitos (menos a mim, que já cansei - prefiro a padronizada de São Gonçalo, bem mais bonita) desviam o foco do que deveria ser observado.

O sistema de Niterói é caracterizado por carros em excesso rodando vazios nas linhas, itinerários mal bolados, falta de linhas para destinos importantes, concentração de muitos ônibus em poucos terminais e pontos finais mal localizados. Pretendo fazer várias postagens sobre os defeitos do sistema de ônibus de Niterói. Vou ver como farei, se em série ou em postagens avulsas.

Hoje falarei do ponto mal localizado da 61, linha que liga o bairro de Venda da Cruz (limite com São Gonçalo - tem até linha municipal de lá para o mesmo bairro) ao bairro de Icaraí, embora o fim de linha não ficasse em Icaraí, mas sim no bairro de Vital Brazil, onde fica o instituto do mesmo nome.

Niterói já tem outras linhas em ponto mal planejado, no bairro de Santa Bárbara, onde os ônibus param em uma das vias de uma  rodovia movimentada. Param no meio, obrigando os carros a desviarem ao se aproximar do ponto final. Mas o caso da 61 não é menos ruim.

O final de linha da 61 se situa na Rua Francisco Lana, que na verdade é uma extensão da Av. Ari Parreiras. A citada avenida continua em uma curva por onde passa a linha 47 (Vital Brazil - Centro). A parte da rua em que a 61 faz seu ponto final é a mesma parte da rua em que nas quartas se instala uma feira de hortifruti-granjeiros. Feira muito boa por sinal. 

Acontece que nas quartas, a 61 é deslocada para outro lugar - que ainda não descobri qual é - para que o espaço dese lugar a feira. A prefeitura de Niterói cometeu o erro de estabelecer o mesmo lugar fixo para ambas, linha e feira, algo que acontece há décadas e que ninguém - o povo de Niterói só quer entretenimento, sobretudo festas e futebol - havia observado.

A minha ideia é que a praça abandonada de Vital Brazil pudesse ser derrubada e dar lugar a um pequeno terminal, com infra-estrutura básica e pequeno comércio, para as linhas 61 e 47 e que serviria de ponto de passagem para a linha 31 (Beltrão - Ponta d'Areia). Seria mais inteligente e modernizaria o bairro, que conta com um importante posto de saúde. A praça é inútil e só serve para abrigar moradores de rua, que deveriam morar em casas dignas, não numa praça.

Espero que várias pessoas leiam esta postagem e em caso de alguém não concordar com a ideia do terminal, propusesse soluções que pudesse resolver o problema da 61 que deveria ficar num local onde não pudesse sair periodicamente.